O Banco Central informou nesta segunda-feira (28) que o valor emprestado em outubro para as famílias atendidas pelo Programa Auxílio Brasil através do empréstimo consignado somam mais de R$5 bilhões, quantia que elevou o valor emprestado nesta modalidade de crédito em todo o país.
Segundo o Banco Central, antes do consignado do Auxílio Brasil, eram emprestados nesta modalidade por volta de R$1,57 bilhões ao mês, porém, após o crédito para os beneficiários do programa de transferência de renda ser liberado para contratações, a quantia emprestada ao mês subiu para R$6,73 bilhões.
“Tínhamos um mercado bastante estável, por volta de R$ 1,5 bilhão [em crédito consignado ao setor privado]. Se a gente disser que se manteve na média, é bastante esperado que o crescimento dessas operações tenha sido derivado de operações de Auxílio Brasil”
Banco Central
Os dados são referentes ao mês de outubro e são de todos os bancos ou financeiras que emprestaram algum valor para os beneficiários do Auxílio Brasil no período, no entanto, a Caixa Econômica Federal divulgou que entre 10 e 25 de outubro foram emprestados mais de R$4,2 bilhão para mais de 1,6 milhão de beneficiários do programa social.
Mais de R$5 bilhões já foram liberados através do consignado do Auxílio Brasil
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Os números revelam a importância da Caixa na concessão do empréstimo consignado para as famílias do Auxílio Brasil, já que o banco público emprestou R$4,2 bilhões dos R$5 bilhões que foram contratados no período, apesar de doze empresas terem sido credenciadas para trabalhar com o crédito e quatro delas terem ofertado o empréstimo de fato.
No entanto, o suposto sucesso da linha de crédito não foi suficiente para que a Caixa seguisse operando o consignado do Auxílio Brasil, já que, de acordo com uma reportagem do site UOL, o banco mudou as regras para concessão do crédito no dia 14 de novembro, e essas mudanças serviriam para, na prática, evitar que novas solicitações sejam aprovados.
Consignado do Auxílio Brasil cancelado pela Caixa
A reportagem afirma ter conseguido documentos repassados internamente para os funcionários das agencias afirmando que as regras e exigências para a liberação do empréstimo do Auxílio Brasil e de outras modalidades de crédito tinham sido alteradas para os clientes que oferecem o maior risco de inadimplência, que são a grande maioria dos beneficiários do Auxílio Brasil.
Os trabalhos relacionados ao empréstimo estavam paralisados desde o final de outubro e as novas regras foram estabelecidas no dia 14 de novembro, data em que o crédito foi liberado para contratação novamente, dessa forma, apesar da liberação do empréstimo do Auxílio Brasil na teoria, na prática o banco parou de aprovar as solicitações já feitas e não autoriza mais novos pedidos.
Apesar dos beneficiários não estarem conseguindo realizar novas solicitações e nem receber novas aprovações de pedidos já realizados, até o momento a Caixa não anunciou oficialmente que cancelou o consignado e nem que mudou as regras do empréstimo do Auxílio Brasil, mas informou ao UOL que “a concessão de crédito obedece a critérios internos de governança, com base no contexto de mercado, no monitoramento de seus produtos e nas estratégias do banco”.
O empréstimo consignado para beneficiários do Programa Auxílio Brasil foi liberado para contratação pelo Ministério da Cidadania no dia 10 de outubro, e das doze empresas que foram autorizadas, apenas quatro trabalharam de fato com o consignado, mas era a Caixa que tinha a maior relevância, e desde a semana anterior as eleições os beneficiários já não conseguem mais solicitar o empréstimo e nem receber uma posição clara sobre os pedidos já realizadas que ainda estão em processamento ou que foram negados.
Começa nesta segunda-feira (28), a nova rodada do chamado 'dólar soja' na Argentina. A medida foi anunciada na última sexta-feira (25) pelo ministro da economia, Sérgio Massa, indicando um dólar a 230 pesos, maior do que em setembro, quando eram 200. A medida é válida até 31 de dezembro.
"O sistema estabelecerá uma taxa de câmbio especial de 230 pesos argentinos e será aplicado à soja e aos registros de exportação do complexo industrial da soja", informa o portal local Infocampo.
O objetivo do governo argentino é o de alcançar a cifra de US$ 3 bilhões, já que a nação sofre uma severa falta de dólares e precisa começar a arcar com seus compromissos financeiros, em especial com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Embora a medida tenha sido duramente criticada por diversos setores do agronegócio da Argentina, os exportadores afirmaram ser este um momento importante para a medida.
"Enxergamos essa nova condição como uma melhora que, mesmo que temporária, terá impacto direto no preço da soja no mercado interno", disse Gustavo Idígoras, presidente da Câmara da Indústria do Petróleo e do Centro dos Exportadores de Grãos. (Ciara-CEC) à mídia local. "A decisão de vender a soja está sempre nas mãos do produtor , e será ele quem decidirá quando vender, entendendo que desta vez o câmbio só vai durar até o final de dezembro", completa.
IMPACTOS SOBRE O COMPLEXO SOJA
"A Argentina distorceu a dinâmica global da soja com o primeiro esquema e pode distorcer novamente" acredita o senior risk manager da Hedge Point Global Markets, Victor Martins. No ciclo anterior, foram fixadas cerca de 13 milhões de toneladas, sendo dois terços para o mercado interno e o restante para exportação.
Ainda de acordo com cálculos da Hedge Point Global Markets, há ainda perto de 12 milhões de toneladas da soja ainda a ser comercializada da safra 2021/22, volume que se mostra apertado frente a uma constante baixa no saldo exportável de trigo diante das perdas da safra atual do país em função das severas adversidades climáticas.
"O governo busca medidas para compensar a baixa no saldo de exportações agrícolas assim como na necessidade de aumento da reserva cambial", explica Martins.
Ainda como explica Victor Martins, senior risk manager da hEDGE Point Global Markets, o primeiro impacto do dólar soja 2.0 poderia ser dar sobre o mercado spot da oleaginosa na Argentina, afinal, o plantio no país está atrasado, a safra nova ainda é muito incerta e essas incertezas tiram a segurança do produtor local para novas fixações.
Já para as indústrias, com uma pressão na margem de esmagamento, poderia ser registrada uma queda nos prêmios tanto do farelo, quanto do óleo. No caso das exportações, em dezembro e janeiro poderia haver mais concorrência com a nova soja do Brasil que começa a chegar ao mercado. Já para o período de fevereiro e março, "queda na CBOT ou nos prêmios FOB portos 2022/23".
Com a Argentina mais presente, o programa norte-americano poderia ficar menor, resultando em um aumento dos estoques do grão nos EUA, pesando sobre os futuros da commodity na CBOT.
"Argentina pode “exportar” margem de esmagamento negativa para Brasil/EUA assim como prêmios mais fracos FOB portos na exportação", explica o executivo. "A China está pouco coberta para janeiro/fevereiro e deve se abastecer de soja argentina".
Em outubro, a nação asiática importou 923 mil toneladas de soja da Argentina, 470% mais na comparação anual, "somando 2 milhões de toneladas desde setembro, pós estabelecimento da medida. Assim, podemos afirmar que a Argentina “tomou mercado” de mais de 2 milhões de toneladas de soja origem Brasil/EUA que outrora deveria ser destinado à China", complementa.
Termina na quarta-feira (30) o prazo para as empresas pagarem a primeira parcela do 13º salário para os trabalhadores com carteira assinada.
O pagamento deve ser, no mínimo, de 50% do valor a que tem direito o funcionário. A segunda parcela tem como data limite o dia 20 de dezembro.
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Caso a empresa queira pode efetuar o pagamento do 13º salário em parcela única também até esta quarta-feira.
Veja abaixo as regras para recebimento do 13º salário.
Quem tem direito ao 13º salário? Todos os trabalhadores com carteira assinada têm direito a receber o equivalente a um mês de salário extra, se tiver trabalhado o ano inteiro na empresa.
Para aqueles que não cumpriram os 12 meses, o pagamento do 13º tem de ser proporcional ao período trabalhado. Por exemplo, se trabalhou seis meses, recebe metade do 13º.
Como saber o valor? Quem trabalhou o ano inteiro, recebe o equivalente a um mês de salário. Para os demais, o cálculo proporcional inclui só os meses em que a pessoa trabalhou pelo menos 15 dias. Isto é, se o funcionário trabalhou menos do que isso, como 12 dias, por exemplo, esse mês não deve ser considerado no cálculo do 13º.
De que forma é feito o cálculo da primeira parcela do 13º? O empregador deve calcular 1/12 do salário do empregado a cada mês e, em seguida, multiplicar o resultado pelo total de meses de trabalho válidos daquele ano.
A primeira parcela não tem descontos e pode ser calculada pela metade do último salário bruto recebido, geralmente o de novembro.
Esse cálculo deve sempre considerar a maior remuneração, caso o empregado tenha tido aumento salarial. Verbas de natureza salarial, como horas extras, adicionais noturnos ou comissões, devem ser somadas nessa conta.
A conta do 13º proporcional é feita da seguinte forma: deve-se dividir o salário bruto de novembro por 12 e multiplicar o resultado pelo número de meses em que trabalhou. A primeira parcela do 13º salário equivale à metade desse valor.
E como fazer a conta da segunda parcela? Diferentemente da primeira, ela tem desconto de INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e Imposto de Renda.
Para chegar ao resultado, é utilizado o último salário bruto recebido, de novembro, ou proporcional aos meses trabalhados na empresa.
O desconto do INSS deve seguir as regras da tabela progressiva, que tem alíquotas variáveis a depender da remuneração:
7,5% para quem ganha um salário mínimo (R$ 1.212);
9% para quem ganha entre R$ 1.212,01 e R$ 2.427,35;
12% para quem ganha entre R$ 2.427,36 e R$ 3.641,03;
14% para quem ganha entre R$ 3.641,04 e R$ 7.087,22.
Para chegar ao valor do INSS a ser descontado, é preciso saber a faixa salarial do empregado.
Depois, é necessário subtrair o valor mínimo da faixa e multiplicá-lo pelo percentual da alíquota. O resultado será o valor a ser descontado nessa faixa.
Por fim, deve-se somar o valor das alíquotas menores para chegar ao resultado final de desconto do INSS.
Quando é pago o 13º salário dos aposentados? Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já receberam as duas parcelas do 13º de 2022.
Neste ano, o governo federal antecipou o pagamento do benefício. Por isso, os cerca de 31 milhões de segurados já receberam o dinheiro. A primeira parcela foi paga em maio e a segunda, em junho.
Em 24 de novembro, o INSS iniciou pagamento do 13º salário para os segurados que começaram a receber aposentadorias ou benefícios a partir de maio de 2022.
Quem pode receber o 13º do INSS? Tem direito a esse abono os segurados aposentados, pensionistas e quem recebeu durante o ano alguns tipos de auxílios. Cidadãos que recebem BPC (Benefício de Prestação Continuada) e RMV (Renda Mensal Vitalícia) não têm direito ao 13º salário.
Segundo o calendário do INSS, os depósitos serão feitos primeiro para quem recebe até um salário mínimo (R$ 1.212). A partir de 1º de dezembro, será pago o 13º de quem ganha acima do piso nacional.
O calendário oficial de novembro é o seguinte:
Até um salário mínimo (R$ 1.212):
Benefício final 1 - 24 de novembro (quinta-feira);
Benefício final 2 - 25 de novembro (sexta-feira);
Benefício final 3 - 28 de novembro (segunda-feira);
Benefício final 4 - 29 de novembro (terça-feira);
Benefício final 5 - 30 de novembro (quarta-feira);
Benefício final 6 - 1 de dezembro (quinta-feira);
Benefício final 7 - 2 de dezembro (sexta-feira);
Benefício final 8 - 5 de dezembro (segunda-feira);
Benefício final 9 - 6 de dezembro (terça-feira);
Benefício final 0 - 7 de dezembro (quarta-feira;)
Acima de um salário mínimo
Benefício final 1 e 6 - 1 de dezembro (quinta-feira);
Benefício final 2 e 7- 2 de dezembro (sexta-feira);
Benefício final 3 e 8 - 5 dezembro (segunda-feira);
Benefício final 4 e 9 - 6 de dezembro (terça-feira);
Benefício final 5 e 0 - 7 de dezembro (quarta-feira).
Datas normais para aposentados: No início do ano, o governo anunciou a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Normalmente os pagamentos para eles são feitos em agosto e setembro.
A antecipação para aposentados e pensionistas foi uma das medidas do pacote anunciado pelo governo para impulsionar a economia em 2022, ano eleitoral.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, a antecipação contemplou 30,5 milhões de beneficiários em todo o país, com a liberação de R$ 56,7 bilhões.
É preciso declarar o 13º no Imposto de Renda? Sim. O trabalhador deve sinalizar o valor do 13º salário, assim como o imposto retido na fonte, na ficha de Rendimentos Tributáveis recebidos de pessoa jurídica. Essa indicação está no informe de rendimentos emitido pela empresa.
Cresce o temor de que manifestações afetem o crescimento econômico da China edit
Reuters - Os preços das ações e commodities caíram acentuadamente nesta segunda-feira (28), com os protestos nas principais cidades chinesas contra as rígidas restrições da política de covid zero do país. As manifestações aumentaram as preocupações dos investidores sobre as implicações que isto poderá ter no crescimento da segunda maior economia do mundo.
O índice mais amplo da MSCI de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 1,5%, tendo caído 2,2% na abertura, puxado para baixo por uma liquidação nos mercados chineses.
O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 4,16% no início do pregão, mas recuperou algum território para cair 2,32%. O índice CSI300 da China caiu 1,8% após abrir em queda de 2,2%, enquanto o yuan também recuou.
“Claramente, os severos bloqueios da China têm impactado o sentimento do consumidor e dos negócios há algum tempo e os persistentes rebaixamentos do PIB da China têm sido consistentes por mais de um ano, com novos rebaixamentos por vir”, disse George Boubouras, diretor executivo da K2 Asset.
"Os mercados não gostam de incerteza e os investidores buscarão algum esclarecimento sobre os rígidos protocolos de bloqueio doméstico da China."
Os temores sobre o crescimento econômico chinês também atingiram os mercados de commodities.
O petróleo permaneceu em território negativo na segunda-feira, com o petróleo dos EUA caindo 3%, para US$ 73,99 o barril, e o petróleo Brent caindo 2,86%, para US$ 81,24 por barril, conforme os protestos da covid na China, principal importador, aumentaram as preocupações com a demanda.
Cobre e outros metais também caíram devido aos protestos.
O índice de ações de referência da Austrália fechou em queda de 0,42%, enquanto sua moeda sensível ao risco caiu mais de 1%. O índice de ações Nikkei do Japão caiu 0,6%.
Em toda a região, o índice da Coreia do Sul recuou 1,2% e o índice da Nova Zelândia fechou em baixa de 0,65%.
Os futuros de ações europeias caíram em cada um dos principais mercados, enquanto os futuros de S&P 500 caíram 0,77%.
As maiores preocupações com as políticas de covid zero da China diminuíram qualquer apoio ao sentimento do investidor desde o corte de 25 pontos-base do banco central até a taxa de compulsório (RRR) anunciada na sexta-feira, o que liberaria cerca de US$ 70 bilhões em liquidez para sustentar uma economia vacilante.
A China anunciou um quinto dia consecutivo de novos casos locais recordes com 40.052 infecções na segunda-feira.
Em Xangai, manifestantes e policiais entraram em confronto na noite de domingo, quando os protestos contra as rígidas restrições contra a covid no país explodiram pelo terceiro dia.
Também houve protestos em Wuhan, Chengdu e partes da capital, Pequim, quando as restrições contra a covid foram implementadas na tentativa de conter novos surtos.
Robert Subbaraman, economista-chefe da Nomura para a Ásia e ex-Japão, disse que mais protestos podem ocorrer e isto enfraquece ainda mais a economia.
As regras contra a covid e os protestos resultantes estão criando temores de que o impacto econômico na China seja maior do que o esperado.
Em 28 de outubro, horas depois de completar sua compra do Twitter por US$ 44 bilhões, na noite anterior, Musk reuniu vários executivos de recursos humanos em uma “sala de guerra” na sede da empresa, em San Francisco. Preparem-se para demissões em massa, disse ele, segundo seis fontes cientes da conversa. A força de trabalho do Twitter tinha de ser cortada imediatamente, afirmou Musk, e quem fosse cortado não receberia os bônus previstos para ser pagos em 1.º de novembro.
Os executivos alertaram seu novo chefe que seu plano poderia violar leis laborais e contratos com funcionários, ocasionando processos trabalhistas, afirmaram as fontes. Mas a equipe de Musk afirmou que ele está acostumado a ser processado e pagar penalidades — e não estava preocupado com os riscos. Então, os departamentos de recursos humanos, contabilidade e o time jurídico do Twitter se apressaram para atender ao comando.
Dois dias depois, Musk foi informado a respeito do custo dessas possíveis multas e processos, afirmaram três fontes. Atrasos também se acumulavam, enquanto gerentes negociavam quais funcionários deveriam demitir ou manter. Ele decidiu esperar até 1.º de novembro para iniciar os cortes de funcionários.
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A ordem para as demissões imediatas, o pânico que se seguiu e a guinada de Musk refletem o caos que tomou o Twitter desde que o bilionário assumiu a empresa, duas semanas atrás. Musk, de 51 anos, anunciou rapidamente ideias a respeito de como o serviço de rede social deveria operar, mas sem um plano abrangente para executá-las. E logo se defrontou com as complexidades empresariais, jurídicas e financeiras de administrar a plataforma que ficou conhecida como a praça pública global.
As consequências foram frequentemente excruciantes, de acordo com 36 funcionários e ex-funcionários do Twitter e pessoas próximas à empresa, assim como documentos internos e registros dos bate-papos no ambiente de trabalho. Alguns executivos graduados foram demitidos sumariamente por e-mail. Um gerente de engenharia, ao ser informado que teria de cortar centenas de funcionários, vomitou em uma lixeira. Outros dormiram no escritório, cumprindo expedientes extenuantes para atender às ordens de Musk.
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O Twitter, sob pressão financeira decorrente de seu endividamento e da economia trôpega, está irreconhecível agora em comparação ao que era um mês atrás. Há umas semanas, Musk cortou 50% dos 7,5 mil funcionários da empresa. As demissões voluntárias de executivos continuaram. Notícias falsas proliferaram na plataforma durante as eleições de meio de mandato, na terça-feira. Um projeto considerado importante para expandir o lucro com assinaturas enfrentou problemas inesperados. Alguns anunciantes ficaram perplexos.
Musk, que não respondeu a um pedido de comentário, disse aos funcionários em uma reunião na quinta-feira que a situação é grave.
“Há um maciço fluxo negativo de capital, e pedir recuperação judicial não está fora de questão”, afirmou ele, de acordo com uma gravação ouvida pelo New York Times.
Musk acrescentou que eles precisarão trabalhar de arduamente para manter a empresa viva. “Para aqueles capazes de ir com tudo e jogar para ganhar, o Twitter é um bom lugar”, afirmou ele. “Quem não é capaz disso, eu entendo completamente, mas o Twitter não é o lugar para você.”
Elon Musk entrou na sede do Twitter, em San Francisco, segurando uma pia Foto: Reprodução/Twitter/AFP - 26/10/2022
Entrando com a pia e tudo
Musk chegou à sede do Twitter, em San Francisco, em 26 de outubro, e atravessou as portas de vidro do edifício carregando uma pia branca de porcelana. “Deixem essa pia entrar!” (algo como “deixem essa ficha cair”), tuitou ele no momento, juntamente com um vídeo de sua entrada grandiosa.
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Leslie Berland, diretora de marketing do Twitter, encorajou funcionários a dizer “oi” e acompanhar Musk até o escritório. Ele foi visto conversando com funcionários na cafeteria da empresa.
Mas o astral mudou rapidamente. No dia seguinte, Parag Agrawal, presidente executivo do Twitter, e Ned Segal, presidente financeiro, estavam no escritório, afirmaram duas fontes familiarizadas com a situação. Quando ouviram que a aquisição de Musk do Twitter seria fechada naquela tarde, eles deixaram o edifício, sem saber o que o novo proprietário faria.
Agrawal e Segal logo receberam e-mails informando-lhes que haviam sido demitidos, afirmaram duas fontes com conhecimento da situação. Vijaya Gadde, principal executiva no campo jurídico e de políticas do Twitter, e Sean Edgett, o diretor jurídico, também foram demitidos. Edgett, que estava na sede no momento, foi conduzido para fora.
Naquela noite, o Twitter organizou uma festa de Halloween chamada “Tuítes ou Travessuras”, para os funcionários e suas famílias. Alguns vestiram fantasias e tentaram manter o ambiente festivo. Outros choravam e se abraçavam.
Musk havia trazido seus próprios conselheiros, muitos dos quais trabalharam com ele em suas outras empresas, como a firma de pagamentos digitais PayPal e a fabricante de carros elétricos Tesla. Eles se acomodaram na “sala de guerra”, no segundo andar de um prédio conectado ao edifício da sede do Twitter. O espaço, que o Twitter usava para festejar grandes anunciantes e honrar dignatários, estava repleto de memorabilia da empresa.
O time de conselheiros incluiu os investidores David Sacks, Jason Calacanis e Sriram Krishnan; o advogado pessoal de Musk, Alex Spiro; o gerente financeiro do bilionário, Jared Birchall; e Antonio Gracias, um ex-diretor da Tesla. Reforçaram a equipe engenheiros e outros funcionários da Tesla; da startup de interfaces neurais Neuralink; e de sua fabricante de túneis, a Boring Company.
Em certos momento, Musk foi visto com seu filho de 2 anos, X Æ A-12, na sede do Twitter enquanto cumprimentava funcionários.
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Nas reuniões com os executivos do Twitter, Musk era direto. Na reunião de 28 de outubro com executivos de recursos humanos, ele disse que queria reduzir a força de trabalho imediatamente, antes de 1.º de novembro, data em que os funcionários receberiam bônus pagos regularmente na forma de ações da empresa. Firmas de tecnologia com frequência oferecem aos empregados benefícios que preveem participações no lucro, conquistados ao longo do tempo, à medida que os funcionários permanecem empregados.
Uma equipe do Twitter começou a criar um modelo financeiro para simular o custo das demissões. Outra produziu um modelo para demonstrar o quanto a mais Musk poderia pagar em penalidades jurídicas se fosse adiante com os cortes imediatos, afirmaram três fontes.
Em 30 de outubro, Musk foi informado de que a rapidez de sua estratégia custaria milhões de dólares a mais do que demitir os funcionários pagando seus bônus previstos. Ele concordou, então, em adiar o corte, afirmaram quatro fontes.
Mas Musk impôs uma condição. Antes de pagar os bônus, ele insistiu em uma auditoria na folha de pagamento, para confirmar que os funcionários do Twitter eram “pessoas reais”. Ele expressou preocupações afirmando que “funcionários-fantasma” que não deveriam receber dinheiro seguiam presentes nos sistemas do Twitter.
Musk incumbiu o diretor de contabilidade do Twitter, Robert Kaiden, de conduzir a auditoria. Kaiden pediu aos gerentes que confirmassem que conheciam pessoalmente certos funcionários e atestassem que eles eram humanos, de acordo com três fontes e um documento interno analisado pelo Times.
O 1.º de novembro começou e terminou sem demissões em massa. Kaiden foi demitido no dia seguinte e conduzido para fora do edifício, afirmaram cinco fontes com conhecimento da situação.
Twitter Blue
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Musk promoveu alguns gerentes no Twitter; incumbiu Esther Crawford, uma gerente de produto, para reformular um serviço de assinatura chamado Twitter Blue. Musk queria uma nova versão do serviço, que custaria ao usuário US$ 8 ao mês e incluiria recursos premium e o selo de verificação concedido gratuitamente para perfis de celebridades, jornalistas e políticos para atestar sua autenticidade.
Musk estabeleceu um prazo: a equipe deveria concluir as mudanças no Twitter Blue até 7 de novembro — ou seus integrantes seriam demitidos.
Na semana retrasada, Crawford compartilhou uma foto sua dormindo na sede do Twitter em San Francisco em um saco de dormir, com uma venda nos olhos, com a hashtag #SleepWhereYouWork (DormirNoTrabalho).
Alguns colegas levaram a mal a mensagem. Eles se perguntaram, em chats privados, por que deveriam se comprometer em cumprir longas jornadas por um homem que poderia demiti-los, de acordo com cinco fontes e mensagens analisadas pelo Times. No Twitter, Crawford respondeu a colegas que ela chamou de “impertinentes” afirmando que recebeu mensagens de apoio de outros empreendedores e de “pessoas do tipo que constroem”.
Rolam as cabeças
Antecipando os cortes, alguns funcionários do Twitter começaram a se despedir de seus colegas, trocando números de telefone e conectando-se pelo LinkedIn. E também reuniram documentos e recursos internos para ajudar os trabalhadores que sobrevivessem.
Um gerente de engenharia foi abordado pelos conselheiros de Musk — ou “capangas”, como os funcionários do Twitter os chamam — com uma lista de cem pessoas que ele tinha de demitir. O gerente vomitou em uma lixeira, quase nos próprios pés.
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No fim do dia 3 de novembro, chegou um e-mail às caixas postais dos funcionários. “Em um esforço para colocar o Twitter em um caminho saudável, passaremos pelo difícil processo de reduzir nossa força de trabalho global”, afirmava o e-mail, assinado pelo “Twitter”.
Seguiu-se o pandemônio. Ainda que a mensagem dissesse que os funcionários receberiam outro e-mail de acompanhamento na manhã seguinte, informando-lhes se eles ainda tinham emprego, muitos constataram que não podiam mais acessar seus e-mails ou as contas no aplicativo de mensagens Slack naquela noite, um sinal de que tinham sido demitidos. Os que continuaram no Slack postaram emojis de cumprimentos em massa como forma de se despedir dos colegas.
Os cortes foram enormes. Na Redbird, a plataforma do Twitter de infraestrutura organizacional, Musk dispensou numerosos gerentes. A unidade também perdeu cerca de 80% se sua equipe de engenharia, aumentando preocupações internas a respeito da capacidade da empresa de manter seu site no ar.
Na Bluebird, a divisão de produtos ao consumidor, dezenas de gerentes de produto foram demitidos, sobrando pouco mais de uma dezena. A nova proporção de engenheiros para cada gerente ficou em 70 para 1, de acordo com uma estimativa.
Dia seguinte
No sábado retrasado, os conselheiros de Musk tinham se dado conta de que os cortes podem ter sido profundos demais, afirmaram quatro fontes. Alguns pediram para engenheiros, designers e gerentes de produto demitidos retornarem para a empresa, afirmaram três fontes cientes das conversas. A newsletter de tecnologia Platformer revelou o esforço.
Na Goldbird, a divisão de faturamento do Twitter, a empresa teve de trazer de volta coordenadores de produtos essenciais para o lucro da empresa que “ninguém mais sabia como operar”, afirmaram fontes familiarizadas com as negociações. Um gerente concordou em tentar recontratar alguns funcionários demitidos, mas expressou preocupações a respeito deles estarem “enfraquecidos, cansados, desmotivados e até contra o Twitter de Elon”, afirmaram duas fontes com conhecimento do assunto.
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Na segunda-feira passada, alguns funcionários do Twitter que chegaram para trabalhar perceberam que certos sistemas dos quais dependiam não funcionavam mais. Em San Francisco, um desenvolvedor descobriu que alguns contratos com fornecedores de software para administração de dados de usuários haviam sido suspensos ou tinham expirado — e que os gerentes e executivos capazes de consertar o problema tinham sido demitidos ou pedido demissão.
Na quarta-feira, funcionários do Twitter em Nova York não conseguiram usar o Wi-Fi da empresa, depois que a sala que abriga o servidor superaqueceu e derrubou o sinal, afirmaram duas fontes.
Musk planeja começar a fazer os funcionários pagar pelo almoço — que era grátis — na cafeteria da empresa, afirmaram suas fontes. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
Colaboraram Kevin Roose, Lauren Hirsch, Kitty Bennett e David McCabe.
A Petrobras, a segunda maior petrolífera do mundo em lucro líquido, já perdeu o equivalente a R$ 116,6 bilhões.
A estatal, que fica atrás apenas da Saudi Aramco, da Arábia Saudita, teve uma perda bilionária em função das palavras pouco comedidas do presidente eleito, Lula (PT), acerca do mercado financeiro e da sua nova política econômica para o Brasil.
Segundo avaliação da TradeMap, que fez o cálculo do prejuízo, o que a companhia perdeu até agora já era o suficiente para bancar o aumento de R$ 200 no Bolsa Família, que o petista alega necessitar para ficar fora do teto de gastos por tempo indeterminado. Ele também planeja conceder mais uma ajuda de R$ 150 por cada filho de família carente.
"Lula, ao vencer, trouxe aos investidores preocupações sobre sua influência na empresa, seja em investimentos, política de preços, de distribuição de dividendos e eventuais trocas de pessoas do comando da empresa. A queda da Petrobras gera perda de valor para os acionistas, inclusive o governo", explica Pedro Galdi, do grupo financeiro coreano, Mirae Asset.
Detentora de 40% do capital da Petrobras, o receio dos investidores é o de que Lula seja "intervencionista" e altere a forma como os dividendos (lucros) serão repartidos entre os acionistas; o que causaria um impacto muito grande no valor de mercado da empresa e um caos entre os investidores.
O senador Jean Paul Prates, cotado para assumir a estatal ou então o Ministério de Minas e Energia, em reunião de equipe, nesta quinta-feira (24), pediu que fossem suspensas todas as vendas de ativos da empresa; a fim de que o atual governo não esvaziasse o caixa para 2023. Resultado da interferência é que o banco UBS recomendou que se reduzisse o preço-alvo das ações preferenciais da empresa, de R$ 47 para R$ 22.
Após a perda, Prates foi para as redes sociais justificar que "o debate sobre as oscilações da Petrobras eram levianos".
"O debate sobre as oscilações nos valores das ações da Petrobras está sendo conduzido de forma leviana, o que conduz a uma compreensão enviesada da realidade e que dá espaço a interpretações, muitas vezes, mentirosas", alegou.
Resposta enviesada e muito parecida teve Lula, recentemente, quando comentou sobre a queda na Bolsa de Valores. Na época, o petista limitou-se a dizer:
Após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições, o consignado do Auxílio Brasil está passando por algumas mudanças, confira.
O consignado do Auxílio Brasil não está mais sendo liberado após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. A Caixa Econômica Federal também cortou outras modalidades de empréstimos que estavam sendo concedidas para clientes com grande risco de inadimplência.
É importante ressaltar que o banco não informou modificações no consignado do Auxílio – modalidade que teve criação após o primeiro turno das eleições. Entretanto, segundo informações internas do banco, houve um corte maciço na liberação das quantias.
A instituição mandou um comunicado interno no dia 14 de novembro para agências e correspondentes bancários. No aviso constava uma lista atualizada de pessoas impossibilitadas de solicitar o consignado do Auxílio. A nova lista restringiu radicalmente a liberação de novos créditos.
Segundo um funcionário da Caixa, que optou pela não identificação, no período eleitoral eram concedidos cerca de 30 consignados por dia – poucos eram negados. Atualmente, a maioria dos pedidos estão sendo negados. O profissional disse ainda que desde 14 de novembro nenhuma pessoa foi aprovada na agência em que ele trabalha.
Além das modificações no consignado do Auxílio, até três linhas de crédito que eram antigas também foram suspensas após a derrota de Bolsonaro, sem motivo algum. No dia 9 de novembro, as agências foram notificadas que a modalidade foi interrompida por tempo indeterminado.
A medida foi anunciada após uma queda geral do sistema do banco que atingiu agências e lotéricas em todo o Brasil. A Caixa negou que os eventos estejam relacionados, e disse que “a concessão de crédito cumpre critérios internos de governança, baseados no contexto de mercado, no monitoramento de seus produtos e nas estratégias do banco”.
Houve uma liberação em massa durante as eleições?
O consignado do Auxílio Brasil teve criação através de uma medida provisória de Bolsonaro que foi aprovada pelo Congresso em julho. A liberação dos empréstimos começou nove dias após o primeiro turno das eleições. A medida oferece desconto automático de até 40% da quantia recebida pelo Auxílio Brasil para quitar o crédito.
A Caixa é o única instituição financeira de grande porte que está autorizado a conceder o consignado para os brasileiros. No início do programa, poucos pedidos do consignado eram negados, entretanto, do dia 11 a 13 de outubro, o banco liberou cerca de R$ 1,8 bilhão para 700 mil beneficiários do Auxílio Brasil.
Suspensão do consignado
A grande quantia chamou a atenção do Ministério Público e do TCU (Tribunal de Contas da União), que optou por interromper o consignado. Em 1º de novembro, a instituição suspendeu temporariamente a análise de novos pedidos indicando processamento na folha de pagamento do Auxílio Brasil.
Desde então, quando algumas pessoas consultam os sistemas do banco, aparece uma mensagem padrão informando que o usuário foi incluído na lista de restrição em 14 de novembro e não pode solicitar o empréstimo.