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Saturday, May 6, 2023

Retomada da construção naval: Construção de navios em estaleiros nacionais é prioridade para novo presidente da Transpetro - CPG Click Petroleo e Gas

Retomada da construção naval Construção de navios em estaleiros nacionais é prioridade para novo presidente da Transpetro
Créditos: Mapfre Global Risk

Transpetro muda de gestão e afirma que investirá na construção de navios. A subsidiária usará fundos da Marinha Mercante para o setor de construção naval.

A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, retomará a construção de navios próprios em estaleiros brasileiros. A declaração foi dada na última quinta-feira (4), pelo novo presidente da empresa, Sérgio Bacci. Estudos já estão em andamento com foco nesta direção. A nova gestão da empresa afirma que um grupo de trabalho foi desenvolvido para analisar as chances de trabalho a ser realizado ao longo dos próximos dois meses, levantando informações para tirar os projetos de construção naval do papel.

Construção de navios impactará diretamente no valor do afretamento

Atualmente, não há nenhum navio sendo construído que foi encomendado pela Transpetro. Bacci ressalta que a empresa não será privatizada e a retomada no setor de construção é uma bandeira do atual governo e que já esteve reunido com Jean Paul-Prates, presidente da Petrobras, para discutir sobre o programa.

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O executivo da Transpetro ainda afirma que o programa de construção de navios contará com o Fundo da Marinha Mercante e se aliará em discussões com BNDES e Petrobras sobre projetos que podem ser construídos futuramente.

Caso a Transpetro volte com a construção naval no Brasil para suprir as demandas da Petrobras, a mesma impactará diretamente no valor do afretamento. Quanto mais demanda a empresa conseguir de navios de bandeira brasileira, estará interferindo diretamente no valor dos afretamentos. Acho que é um motivo econômico muito razoável para a gente construir.

Atualmente, a Transpetro possui 26 navios de cabotagem de longo curso. Estes foram desenvolvidos dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota desenvolvidos dentro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Além disso, há outros 10 navios aliviadores que são afretados. A última embarcação entregue à empresa por meio deste programa aconteceu em 2019.

Como o Promef atuava quando foi lançado?

O novo presidente afirma que o plano de retomada da construção naval não significará, entretanto, a reedição do Promef, das primeiras gestões do PT. Lançado no primeiro governo Lula, o Promef previa a construção de 49 navios, com investimentos chegando a R$ 11,2 bilhões. Entretanto, foram entregues apenas 26 unidades.

Houveram diversos atrasos, descumprimento de prazos, cancelamentos e aumento de custos, além de denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente da Transpetro, responsável por conduzir o programa e o ex-senador Sérgio Machado, que fez acordo de delação premiada.

O novo presidente não informou quantos navios a empresa planeja adquirir, mas afirma que a construção de navios não será feita a qualquer preço. Ele concedeu ontem a primeira entrevista após assumir a Transpetro. Afirmou ainda que abriu conversas com o Governo federal para incluir novos navios na lista de projetos prioritários que está sendo criada.

Estaleiros são outro elo frágil no Brasil

Bacci ressalta que o Brasil tem pressa e é necessário gerar empregos no Brasil, entretanto o Promef não será reeditado. Quando a Transpetro foi criada, em 1998, possuía 57 navios, que foram sendo desativados com o passar dos anos.

Como citado antes, o executivo, que ocupou o cargo no Ministério dos Transportes no primeiro governo Lula e em seguida fez parte da entidade de classe dos estaleiros, o Sinaval, afirmou que as novas embarcações serão financiadas pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM), que é constituído com a cobrança de taxas sobre os fretes de importação. 

Os estaleiros foram outro ponto fraco na primeira tentativa de reerguer o setor de construção naval no Brasil, a partir de 2003. Os estaleiros novos, que contavam com grupos de sócios denunciados no Lava-Jato, quebraram e uma fragilidade no setor de construção em terra, que atende a indústria de petróleo e gás, é depender de um único cliente, a Petrobras.

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Buffett e Munger são ambos céticos sobre “hype” da inteligência artificial, mas discordam sobre futuro do value investing - InfoMoney

Warren Buffett e Charlie Munger ficaram, novamente, diante de dezenas de milhares de pessoas que participam do encontro anual da Berkshire Hathaway neste sábado (6). Por conta do tamanho do público que acompanha a conferência em Omaha, Nebraska, o evento ficou conhecido como o “Woodstock do capitalismo”.

Quando Buffett subiu ao palco para o início do evento, ele fez referência à coroação do rei Charles III, que ocorreu na Inglaterra horas antes, ao apresentar seu parceiro de longa data, Charlie Munger, seu braço-direito, à multidão.

“Quando acordei nesta manhã, vi que tínhamos uma transmissão competindo com a gente em algum lugar do Reino Unido”, disse o CEO da Berkshire Hathaway. “Eles estavam celebrando um ‘Rei Charles’, e nós temos nosso próprio ‘Rei Charles’ aqui hoje.”

Buffett iniciou os trabalhos apresentando os resultados trimestrais da Berkshire Hathaway, divulgados antes do início da conferência. A holding reportou um salto no lucro de 536,2%, para US$ 35,5 bilhões no primeiro trimestre de 2023, ante US$ 5,58 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Ele, contudo, prefere destacar o lucro operacional, que teve um aumento de 12,6%, para US$ 8,065 bilhões.

Buffett atribuiu o ganho a um retorno mais alto da carteira de ações da empresa, a uma melhor receita de juros sobre o caixa e a um lucro maior na subscrição de seguros.

Ele destacou ainda uma visão geral do balanço patrimonial da Berkshire, observando que os US$ 504,5 bilhões em patrimônio líquido da empresa são mais do que de qualquer outra empresa americana.

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O conhecido “Oráculo de Omaha” destacou que foi um vendedor líquido de ações no primeiro trimestre. A Berkshire vendeu US$ 13,2 bilhões em ações, comprando apenas US$ 2,8 bilhões, de acordo com o documento de resultados da companhia.

Após a apresentação dos resultados, Buffett foi questionado sobre a turbulência do setor bancário nos últimos meses. Ele destacou concordar com a decisão dos reguladores de proteger depósitos bancários em dificuldades, incluindo o do Silicon Valley Bank, que faliu em março. Se não tivessem feito isso, “teria sido catastrófico”, disse o “Oráculo de Omaha”.

Buffett notou que o Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) tem um limite de US$ 250 mil para garantir os valores depósitos nas instituições financeiras, mas defendeu mudanças neste teto. Ele disse que ninguém gostaria de explicar por que o limite não foi expandido, considerando que não fazê-lo poderia levar a uma corrida a mais bancos e prejudicar o sistema financeiro global.

Ceticismo sobre a inteligência artificial

Ao falar sobre o ambiente atual, com a efervescência da inteligência artificial e as possíveis disrupções que ela deve causar, Munger expressou ceticismo sobre o futuro da IA – embora admita que ela transformará rapidamente muitos setores.

“Vamos ver muito mais robótica no mundo todo”, disse Munger, observando que ficou impressionado com o nível de automação nas fábricas da BYD na Ásia. Mas ponderou: “Pessoalmente, sou cético em relação à parte do hype da IA. Acho que a inteligência ‘antiga’ funciona muito bem.”

Warren Buffett compartilhou sua opinião. Embora ele espere que a IA “mude tudo no mundo”, ele não acha que superará a inteligência humana.

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“Não haverá nenhuma IA que substituirá Ajit [Jain, vice-presidente de operações de seguros da Berkshire]”, brincou Buffett. Ele passou a alertar sobre os riscos potenciais das tecnologias de IA, traçando um paralelo com o desenvolvimento da bomba atômica.

Antes, em entrevista à NBC, Buffett apontou que, embora a IA possa ajudar a rastrear ações que se enquadram em certos parâmetros, ela tem suas limitações além disso.

“É meio estranho”, disse ele em entrevista antes do evento. “Eu não acho que vai te dizer quais ações comprar. Ele pode me dizer todas as ações que atendem a um determinado critério em três segundos. Mas há limitações de algumas maneiras. Você deveria ver as piadas que ele criou”, apontou.

Buffett acrescentou que usou o ChatGPT três meses atrás, quando Bill Gates mostrou a ele como funcionava.

“É muito interessante”, continuou ele. “Ele pode traduzir a Constituição para o espanhol em um segundo. Mas o computador não sabia contar piadas. Você poderia dizer para fazer uma piada sobre Warren e criptomoedas. Ele leu todos os livros, mas não poderia fazer isso. Eu disse a Bill para mostrar-me de novo quando eu pudesse perguntar: ‘Como você vai se livrar da raça humana? Quero ver o que ele diz – e puxar a tomada antes disso”.

Value Investing ainda rende oportunidades?

Munger e Buffett, por sua vez, discordaram da possibilidade de retorno decorrente do value investing, estratégia de investimento usada por eles e que aposta no potencial de valor das empresas a longo prazo, e não em seu preço de mercado atual, nem seu volume de transações na bolsa. A rigor, quem aplica o conceito de value investing não “segue a manada”.

A oportunidade em value investing vem de outras pessoas fazendo “coisas estúpidas”, disse Buffett. O bilionário apontou que esses investidores se concentram especificamente em obter oportunidades de valor quando outros tomam decisões ruins.

“O que dá oportunidades são outras pessoas fazendo coisas estúpidas”, disse ele.

Ainda assim, Munger disse que os value investors devem se sentir confortáveis ganhando menos porque há mais investidores no mercado, ou seja, “há mais concorrência”. “Acho que terão mais dificuldade agora que há tantos deles competindo por um conjunto reduzido de oportunidades”, disse Munger. “Meu conselho é se acostumarem a ganhar menos.”

Buffett rebateu em tom bem humorado, apontando que Munger tem dito isso desde que o conheceu e que haverá sim muitas oportunidades. Os dois se conheceram durante um jantar em 1959.

O megainvestidor observou que a escala atual da Berkshire pode levar vantagens e desvantagens em rastrear bons investimentos, com muitas oportunidades potenciais, mas muito pequenas para o gigantesco conglomerado.

Buffett ainda destacou que um horizonte de investimento de longo prazo ainda é fundamental para o value investing. “Adoraria nascer hoje, começar com pouco dinheiro e transformá-lo em muito dinheiro”, disse ele. “Tenho certeza que Charlie também.”

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“Gostaria que minha grande pilha [de dinheiro] continuasse do jeito que está”, brincou Munger, arrancando risos da plateia. Ele tem um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 2,4 bilhões, segundo a Forbes.

Posteriormente, ao falar sobre como toma as decisões de investimentos, Buffett afirma que pode não ser capaz de aprender aspectos técnicos dos negócios, mas destacou que isso não é essencial se puder entender outros fatores e continuar aprendendo.

Ele usou o exemplo do investimento em Apple. “Não entendo nada de telefone”, disse o “Oráculo de Omaha”. “Mas eu entendo o comportamento do consumidor.”

Buffett disse que é importante entender como bons negócios podem se tornar negócios ruins ou se algo deve atrair mais interesse. Ele disse que sua equipe não pode prever o futuro, mas pode olhar sobre qual deve ser o preço e as ameaças aos modelos de negócios.

“Não ficamos mais inteligentes com o tempo, ficamos um pouco mais sábios”, apontou.

Ainda sobre a Apple, Buffett esclareceu que a empresa não compõe 35% do portfólio da Berkshire – mas é uma participação de destaque. “Nosso critério para a Apple era diferente dos outros negócios que possuímos – simplesmente é um negócio melhor do que qualquer outro que possuímos”, disse Buffett.

Ele acrescentou que o status do iPhone entre os consumidores o torna um “produto extraordinário”, deixando-o muito feliz por possuir uma participação na empresa. “A Apple tem uma posição com os consumidores em que eles pagam US$ 1.500 ou o que quer que seja por um telefone. E as mesmas pessoas pagam US$ 35.000 para ter um segundo carro, e [se] tiverem que desistir de um segundo carro ou desistir de seu iPhone, elas desistem de seu segundo carro. Quero dizer, é um produto extraordinário”, afirmou.

O Oráculo de Omaha acrescentou que se arrepende de ter vendido algumas ações há alguns anos. “Cometi um erro há alguns anos e vendi algumas ações. Eu tinha certas razões pelas quais [embolsar] os ganhos eram úteis naquele ano do ponto de vista tributário, mas, ouvindo isso agora, foi uma decisão estúpida (…) Queremos ter bons negócios e também queremos ter muita liquidez. E além disso, o céu é o limite”, disse.

Investimentos no Japão: “continuaremos olhando mais oportunidades”

Buffett disse que continuará em busca de oportunidades no Japão, dizendo que está “agradavelmente surpreso” com cada uma das cinco principais tradings japonesas nas quais aumentou participação no mês passado.

O Oráculo de Omaha adquiriu participações nessas empresas pela primeira vez em agosto de 2020, em seu aniversário de 90 anos. As empresas em questão, que se comportam de forma semelhante a conglomerados, são Mitsubishi Corp., Mitsui, Itochu Corp., Marubeni e Sumitomo.

Em abril, o presidente e CEO da Berkshire Hathaway revelou que havia aumentado sua participação em cada uma das empresas para 7,4%, chegando a fazer uma viagem ao Japão para mostrar apoio aos negócios.

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“Continuaremos procurando por mais oportunidades”, disse Buffett a seus acionistas.

Tensão entre EUA e China e efeitos nos investimentos

Para Buffett e Munger, a atual tensão entre os EUA e a China é desnecessariamente prejudicial para ambos os países.

A tensão é “estúpida, estúpida, estúpida”, disse Munger, de 99 anos, acrescentando que cada lado deve responder à estupidez com bondade. Ele acredita que os EUA devem se dar bem com a China e ter mais livre comércio com a nação asiática.

“Seremos competitivos, mas devemos avaliar até onde avançar sem que o outro lado reaja”, disse Buffett.

Neste sentido, Buffett vendeu a participação de mais de US$ 4 bilhões da Berkshire Hathaway na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) apenas alguns meses depois de adquirir as ações, no final do ano passado. A fabricante taiwanesa de semicondutores é líder mundial na produção de chips de ponta.

Buffett prega o investimento buy-and-hold, então a rápida entrada e saída no papel foi um raro movimento de curto prazo na história de investimentos do bilionário. Ele apontou que isso não foi um reflexo de uma mudança em sua avaliação sobre os negócios da TSMC.

“A Taiwan Semiconductor é uma das empresas mais bem administradas e importantes do mundo, e o mesmo poderá ser dito daqui 5, 10 ou 20 anos”, disse Buffett. “Não gosto da localização dela”, ressaltou.

Uma potencial disputa geopolítica EUA-China que se agrava é motivo de preocupação para Buffett, com Taiwan provavelmente no epicentro de qualquer conflito, avalia.

Transição energética

Buffett e o vice-presidente da Berkshire, Greg Abel, ainda abordaram os esforços do conglomerado para aumentar sua participação na geração de energia renovável.

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“Não há dúvida de que está ocorrendo uma transição energética”, disse Abel, que supervisiona os negócios não relacionados a seguros da Berkshire, incluindo a Berkshire Hathaway Energy. Ele disse que a concessionária está trabalhando para reduzir sua pegada de carbono em 50% em 2030 em relação aos níveis de 2005.

A Berkshire Hathaway Energy está investindo em moinhos de vento e outras formas de geração de energia limpa, além de estender as linhas de transmissão para fontes de energia mais renováveis. “É uma oportunidade de negócio muito, muito boa para nós”, acrescentou Abel.

Buffett disse que a abordagem dos Estados Unidos à energia renovável é excessivamente fragmentada, com diferentes regras e regulamentos a depender do estado e que não há esforço organizado em toda a sociedade.

Sucessão

Um assunto que sempre volta ao radar é a sucesso de Buffett na Berkshire. O megainvestidor não fez previsão de aposentadoria, mas deu sinais sobre quem deve ficar no seu lugar.

A Berkshire é atualmente conduzida por Buffett e três vice-presidentes: Munger, Gregory Abel e Ajit Jain. No momento, as indicações são de que Abel ocupará a vaga do “Oráculo de Omaha”.

“Acredito que as coisas vão continuar mais ou menos como são hoje, com as decisões coletivas. Mas quando eu não estiver mais aqui, a palavra final para algumas decisões importantes deve ser do Greg (…) Esse é o plano, mas sabemos que muita coisa pode mudar daqui até lá”, afirmou.

Já Munger destacou: “Essa questão [da aposentadoria] é algo que ronda todas as grandes empresas, todos querem saber como será depois, mas a verdade é que não existe muita gente por aí capaz de conduzir um conglomerado”, disse.

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URGENTE: saiba tudo sobre o reajuste dos planos de saúde no Brasil - PronaTEC

No início da última semana, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou os dados econômicos financeiros do setor dos planos de saúde em 2022 e concluiu que o ano terminou com um empate. O lucro líquido alcançou R$ 2,5 milhões, um resultado consideravelmente inferior ao ano anterior. 

Em 2021, foram R$ 3,8 bilhões de lucro, enquanto que em 2020, o setor registrou um recorde histórico de R$ 18,7 bilhões. A ANS observou essa queda significativa no desempenho financeiro, evidenciando uma redução substancial na rentabilidade do setor de saúde suplementar em 2022.

URGENTE- saiba tudo sobre o reajuste dos planos de saúde no Brasil
Reajuste nos planos de saúde dos brasileiros. Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

Desempenho dos planos de saúde em 2022: Sinais de recuperação e desafios enfrentados

O diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, compartilhou uma mensagem de cautela, mas também apontou sinais de recuperação. Ele destacou que houve variações de desempenho entre as diferentes operadoras de planos de saúde, sendo as de grande porte as mais afetadas pelos resultados negativos. Paulo Rebello destacou que a situação econômica particular de cada operadora terá influência na revisão anual dos valores das mensalidades dos planos.

A ANS é responsável por definir o limite máximo de reajuste aplicável aos planos de saúde. Em 2022, foi estabelecido o limite máximo de 15,5% para o reajuste das mensalidades dos planos. Esse foi o maior percentual já aprovado pela ANS desde sua criação em 2000.

Os dados de desempenho do setor em 2022 estão disponíveis no Painel Contábil da Saúde Suplementar, que é mantido pela ANS e alimentado com as informações financeiras enviadas pelas operadoras. No último dia 24, foram adicionados os resultados do quarto trimestre de 2022, permitindo assim a consolidação dos números referentes ao desempenho do ano passado.

Conforme a ANS, a receita efetiva proveniente das operações de saúde, principal atividade do setor, totalizou R$ 237,6 bilhões. Nesse sentido, o lucro de R$ 2,5 milhões representou apenas 0,001% da receita.

Rebello explicou que no quarto trimestre, aconteceu uma recuperação. Portanto, a expressão de empate busca apenas enfatizar a igualdade entre receitas e despesas durante o exercício de 2022. Sendo assim, houve um resultado positivo ínfimo em comparação com a receita total do ano.

A queda no desempenho ocorreu mesmo com o expressivo aumento no número de beneficiários desde o início da pandemia de COVID-19, alcançando um recorde de 50,5 milhões. Um ano antes, em dezembro de 2021, o setor de saúde suplementar contava com 48,9 milhões de beneficiários. 

Sugestões para você

O setor já esperava um impacto na utilização após o período de isolamento, pois as pessoas não utilizaram os planos. Por isso, em 2020, houve um lucro histórico, avaliou Rebello.

Saiba também: A partir de QUANDO meu salário será reajustado?

Desempenho por segmento: Variações entre operadoras e resultados contrastantes

O Painel Contábil da Saúde Suplementar possibilita a análise segmentada dos dados, incluindo operadoras médico-hospitalares e operadoras exclusivamente odontológicas. No caso das operadoras médico-hospitalares, elas registraram um prejuízo de R$ 505,7 milhões. 

Surpreendentemente, os planos de saúde exclusivamente odontológicos também apresentaram um desempenho negativo, com um prejuízo de R$ 47,3 milhões. No entanto, destaca-se que apenas o segmento das administradoras de benefícios registrou um resultado positivo, alcançando um lucro de R$ 555,57 milhões.

As administradoras de benefícios atuam como intermediárias na contratação de planos de saúde coletivos, como a Qualicorp e a AllCare. Elas conseguem negociar condições especiais com as operadoras para indivíduos que possuem vínculo com empresas, órgãos públicos, associações, sindicatos ou conselhos de classe com os quais tenham firmado convênios.

Leia também: Planos de saúde vão AUMENTAR deliberadamente? Operadoras poderão ‘escolher’ o valor do AUMENTO

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Friday, May 5, 2023

Após encontro com Big Techs, Kamala Harris defende regulação da inteligência artificial - Brasil 247

Casa Branca publicou declaração da vice-presidente Kamala Harris sobre o "avanço da inovação responsável em inteligência artificial" edit


247 - "Os avanços na tecnologia sempre apresentaram oportunidades e riscos, e a IA generativa não é diferente. A IA é uma das tecnologias mais poderosas da atualidade, com potencial para melhorar a vida das pessoas e enfrentar alguns dos maiores desafios da sociedade. 

Ao mesmo tempo, a IA tem o potencial de aumentar drasticamente as ameaças à segurança e proteção, infringir os direitos civis e a privacidade e minar a confiança pública e a fé na democracia", afirma o preâmbulo da declaração oficial da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, após reunião com CEOs das Big Techs nesta quinta-feira (4).

Harris diz que ao longo da sua carreira, concentrou-se na tarefa de "proteger os consumidores dos riscos associados à tecnologia".  

"Os avanços da tecnologia, incluindo os desafios impostos pela IA, são complexos. Governo, empresas privadas e outros membros da sociedade devem enfrentar esses desafios juntos", diz o documento.

A vice-presidente norte-americana diz que juntamente com o titular da Casa Branca, está comprometida a avançar em possíveis novas regulamentações e apoiando novas legislações para que todos possam se beneficiar com segurança das inovações tecnológicas.

Kamala Harris destaca que compartilhou com CEOs de empresas na vanguarda da inovação de IA americana, opiniões sobre a responsabilidade  ética, moral e legal do setor privado para garantir a segurança de seus produtos. 

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Agrishow: plantadeira 3 em 1 e armadilha para pragas com inteligência artificial são novidades - Canal Rural

A repórter Flávia Macedo está acompanhando a Agrishow, feira de tecnologia agrícola em Ribeirão Preto (SP), e traz novidades para o plantio de grãos. Uma delas é uma plantadeira “3 em 1”, que aplica semente, adubo e inoculante ao mesmo tempo. Tem também um equipamento que ajuda no combate às pragas utilizando inteligência artificial.

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Thursday, May 4, 2023

O que o BC ainda espera para baixar os juros do país - G1

Presidente do Banco Central, Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante sessão sobre o tema juros, inflação e crescimento, no Senado Federal, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (27). — Foto: FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente do Banco Central, Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante sessão sobre o tema juros, inflação e crescimento, no Senado Federal, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (27). — Foto: FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Novamente, os membros do governo federal iniciaram uma investida contra a diretoria do Banco Central, responsável pela decisão. Ao longo da semana, a reportagem do g1 ouviu economistas que se colocam ao lado dos argumentos de cada um.

  • Quem concorda com o governo diz que a economia já acumula sinais de desaceleração suficientes para que o BC seja menos inflexível com os juros.
  • Quem discorda, vê indicadores importantes de inflação fora das expectativas — aqui e no exterior — o que deixa o BC desgostoso de baixar as taxas agora;
  • E há quem esteja cauteloso, mas acredita em uma suavização dos juros em breve.
“A gente não poder viver mais em um país aonde a taxa de juros não controla a inflação, ela controla, na verdade, o desemprego nesse país porque ela é responsável por uma parte da situação que nós vivemos hoje”, disse.

Foi apenas mais uma crítica pública desde que Lula assumiu a Presidência pela terceira vez. E, mais uma vez, a ofensiva não mexeu os ponteiros da diretoria do BC, liderada pelo presidente Roberto Campos Neto.

“O Comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária. O Copom enfatiza que, apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, disse o texto.

Isso significa que o BC poderá voltar a aumentar a Selic em outro momento, se necessário. Porém, desta vez, o próprio Copom reconhece, diferentemente do comunicado anterior, que este é um “cenário menos provável”.

Dias antes, Campos Neto disse que reconhece as medidas realizadas pelo governo para melhora do ambiente econômico, mas que o BC ainda procura fundamentos técnicos para começar o ciclo de quedas de juros.

“Nenhum banqueiro central gosta de subir juros (...). Então, a gente obviamente quer achar as condições estruturais para que isso [queda de juros] aconteça”, afirmou Campos Neto, em evento no dia 21.

Lula associa taxa de juros ao desemprego no país em evento de comemoração ao Dia do Trabalho

Lula associa taxa de juros ao desemprego no país em evento de comemoração ao Dia do Trabalho

Que condições são essas?

No mesmo evento, um encontro com investidores em Londres, Campos Neto explicitou os três critérios que o BC leva em conta em suas decisões de política monetária.

  • Expectativas de inflação: o que se espera da inflação no futuro e o impacto dessa projeção na inflação atual;
  • Hiato de produto: diferença entre a atividade econômica e seu potencial de crescer;
  • Inflação corrente: o estado atual dos preços, considerando a influência das expectativas, do hiato de produto e de possíveis choques de preço em curso.

Pela análise do presidente do BC, a incerteza fiscal e a possibilidade de mudança da meta de inflação trouxeram ruídos suficientes para piorar as expectativas de inflação em prazos relativamente longos, até 2026.

Em outras palavras: o BC espera acertos práticos nas contas públicas do país e o fim da discussão sobre a meta de inflação, para ter mais clareza do trabalho de desinflacionar a economia.

Aí que se instaura o impasse: para o governo, o envio do arcabouço fiscal ao Congresso e as medidas anunciadas de ampliação de receitas deveriam ser suficientes para que o Copom sinalizasse o momento de cair os juros.

Já o BC quer ver, primeiro, os planos andarem. Isso inclui aprovação do arcabouço e de medidas de aumento de receitas no Congresso Nacional, por exemplo. Com isso em mãos, o BC espera uma melhora dos juros longos e da expectativa de inflação do país, e consequentemente mais espaço para baixar a Selic sem ter que voltar atrás.

“O mandato do Banco Central é entregar a inflação na meta. Se a inflação projetada não está na meta, não está na hora de cortar o juro”, diz Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs.

A análise de Ramos sobre a situação é alinhada aos argumentos do BC: para ele, apesar de entraves macroeconômicos, os números da atividade têm surpreendido positivamente e os estímulos fiscais à economia estão em patamar elevado.

Um exemplo é o resultado do IBC-Br de fevereiro, chamado também de “prévia do PIB”, que trouxe uma forte expansão de 3,32% no mês, após estagnação registrada em janeiro. O crescimento do indicador em fevereiro foi o maior desde junho de 2020, quando teve alta de 4,86%.

Ramos cita ainda o reforço ao Bolsa Família, o piso da enfermagem e o aumento real do salário mínimo como parte dos incentivos que aceleram a economia, em contraste com os juros em patamar mais alto. Para ele, o hiato de produto não está tão “aberto”, assim como o nível de ociosidade que tem registrado queda.

“Claro que 13,75% ao ano, com juro real próximo de 8%, está muito alto. Mas a inflação está alta em muitos outros países. Não dá para minimizar o custo econômico e social de uma inflação desancorada”, diz o economista.
Presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirma que desequilíbrio fiscal pressiona juros da economia

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Do outro lado, a crítica

Em direção absolutamente oposta, o economista André Roncaglia cita os dados de desemprego do país e o episódio da paralisação de montadoras de automóveis como mostras de desaceleração econômica e da ociosidade industrial.

A taxa de desemprego do país subiu para 8,8% no primeiro trimestre de 2023. Os juros costumam ter participação na ocupação porque podem influenciar na decisão de empresários sobre cortar investimentos e projetos de expansão de suas empresas.

“Há muitos exemplos de desaceleração, e esse é o ponto central da crítica: ninguém está falando para o BC jogar os juros a 2% ao ano”, afirma Roncaglia.

O economista também aponta um desconforto com toda a comunicação do Banco Central sobre a questão. Roncaglia afirma que Campos Neto torna mais difícil a acomodação da questão da taxa de juros por passar sinais dúbios.

“O primeiro fato é a mudança do indicador de relevância de acordo com a plateia ou a evolução da conjuntura. Até algum tempo atrás, era a inflação que estava em nível muito elevado. Agora, mudou para expectativas que não estão ancoradas”, diz.

“Ele vai migrando os indicadores, à medida em que o argumento que ele usa vai perdendo força.”

Para o economista, a autonomia do Banco Central, lei aprovada para que o presidente da instituição possa tomar as decisões sem influência política, permite independência operacional ao BC, mas Campos Neto deveria expressar claramente porque está tomando essas medidas.

“Os elementos técnicos que Campos Neto deveria seguir — de acordo com o que prega o estatuto do regime de metas de inflação —, não está sendo seguido. Ora é o núcleo de inflação, ora expectativas. Ele está criando elementos”, afirma Roncaglia.

Por fim, o economista reconhece a pressão da inflação, em especial a que vem do setor de serviços. Mas acredita que os números mostram uma desaceleração que permitiria uma porta aberta para redução dos juros.

“À medida que os choques inflacionários diminuem, os serviços têm peso para adicionar preços além do que energia e alimentos podem amenizar. Daí até dizer que nós temos um problema de demanda, está muito distante”, diz.
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Um meio termo

A economista-chefe da B.Side Investimentos, Helena Veronese, entende que o cenário atual está mais claro do que estava na reunião anterior do Copom, com mostras de que a inflação ainda preocupa, mas está desacelerando.

Além disso, há um “encaminhamento” do arcabouço fiscal. Ou seja: mesmo que a proposta não esteja aprovada, ela está esclarecida. Ainda que sofra alguma alteração no Congresso Nacional, as bases estão dadas agora de forma que não estavam na reunião passada.

“Uma sinalização, como aconteceu na última reunião, de que o BC pode voltar a subir a taxa de juros já não faz mais sentido”, diz Veronese.

A economista afirma que o BC esperava uma definição da questão fiscal e ainda pode levantar argumentos para não cortar os juros já na reunião de junho, mas que o país está caminhando para uma redução das taxas por questões puramente conjunturais.

“A atividade está desacelerando, o mercado de trabalho não está mais tão aquecido e o mercado de crédito, principalmente, está caindo. Tudo isso é fruto de juros altos e de endividamento das famílias”, afirma.

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Mega-Sena, concurso 2.588: ninguém acerta as seis dezenas, e prêmio vai a R$ 7 milhões - G1

Volantes da Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1

Volantes da Mega-Sena — Foto: Marcelo Brandt/G1

O concurso 2.588 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (3), em São Paulo. Ninguém acertou as seis dezenas, e o prêmio estimado para o próximo sorteio acumulou em R$ 7 milhões.

Veja os números sorteados: 09 - 13 - 22 - 31 - 57 - 58.

  • 5 acertos - 38 apostas ganhadoras: R$ 46.948,05
  • 4 acertos - 2.610 apostas ganhadoras: R$ 976,47

O próximo sorteio da Mega-Sena será no sábado (6).

Mega-Sena, concurso 2588. — Foto: Reprodução/Caixa

Mega-Sena, concurso 2588. — Foto: Reprodução/Caixa

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples (com apenas seis dezenas), que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

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